Felicidade: 5 visões diferentes para ajudar você a conquistá-la | Arcturianos

Viver bem e feliz! Talvez a maior busca da humanidade desde a sua existência. A felicidade envolve um conceito muito amplo que não pode ser expressado em breves palavras.

Ao longo da vida nos apoiamos na falsa ideia da felicidade, de que ela deve vir acompanhada do acúmulo de bens materiais, quando na verdade está nas pequenas coisas.

Não podemos negar que as pessoas necessitam de itens materiais básicos para viverem felizes. Afinal, bem-estar vem acompanhado de felicidade e vice-versa.

Ter um trabalho é indispensável para cobrir essas necessidades básicas que geram despesas. Ainda assim, também devemos ter consciência de que o material nem sempre cobrirá todas as nossas complexas necessidades enquanto seres humanos.

A felicidade não é algo que se encontra de maneira casual, tampouco é um estado momentâneo e efêmero.

A felicidade se constrói e é encontrada nas pequenas coisas, essas que podem ser aparentemente insignificantes.

Felicidade: 5 visões diferentes para ajudar você a conquistá-la


Felicidade e Budismo



Felicidade na visão do Budismo


O monge budista Matthieu Ricard, considerado “o homem mais feliz do mundo” acredita nessa ideia e quer que ela circule por aí.

Segundo ele, a felicidade deve ser entendida como um sentimento profundo de serenidade e realização que sustenta todos os outros estados emocionais. Eis 4 passos para entender e conquistar a felicidade:


1. Escolha transformar o seu sofrimento


Segundo o budista Matthieu Ricard, este “foco” só provoca o aumento da agonia. Quando um tema nos angustia é porque nossos pensamentos insistem em regressar à origem desta dor e é preciso tentar deixar de lado as emoções negativas para desenvolver as positivas.


2. Ter Tudo não é sinônimo de felicidade


A busca pela felicidade, muitas vezes, se dá de forma equivocada. Ela não está em “coisas”, ela não é algo que se irradia para fora de um ser, e não está ligada ao sentimento de prazer.

Na maioria das vezes, “ter tudo” é sinônimo de sucesso, de felicidade, de realização pessoal.

Mas, na visão de Matthieu, o “ter” é um grande perigo já que se houver algo que não se consiga ter, tudo ao redor pode desabar.

Para ele, o controle que temos sobre o mundo externo é muito vago, limitado, temporário e, frequentemente, ilusório.


3. Busque olhar para si, e não para o outro


Você pode estar no melhor lugar do mundo, com as melhores companhias, a melhor comida, a melhor cama, mas estar completamente infeliz.

Então, como é possível criar condições para que a felicidade aconteça? Como identificar os sentimentos que possam minar a felicidade?

Para Ricard, sentimentos tóxicos como ódio, raiva, inveja, arrogância, desejo obsessivo e ganância, deixam marcas depois que os experimentamos.

Além disso, são capazes de interferir na felicidade do outro. Então, por que não olhar para as condições internas de mudança, já que são mais fortes do que as externas?

A capacidade de mudança só existe porque os sentimentos são efêmeros, segundo Matthieu. Esta é a base de transformação da mente e o antídoto para estas emoções que minam o sentimento de bem-estar: não focar o objeto do ódio, por exemplo, e focar no interior, para dissolver este sentimento tantas vezes até que, caso surja de novo (e sabemos que vai), ele apenas passe pela mente e não deixe marcas.

A ideia é, por meio de um comportamento altruísta, você consiga praticar a compaixão e se familiarizar com uma nova forma de ser e de perceber a realidade à sua volta.


4. Conheça e transforme a sua mente: medite!


Matthieu disse em entrevista à revista Galileu que não considera o budismo uma religião: “Não perdemos tempo discutindo Deus. A questão é irrelevante.

Buscamos saber como a mente funciona. Precisamos refinar a percepção de nossa realidade.

E é aí que o papel da meditação entra. Segundo ele, uma mente mais tranquila responde melhor aos desafios da vida, impostos pelo cotidiano, enquanto as emoções descontroladas levam ao caminho oposto ao equilíbrio e a serenidade.

O ódio, a inveja, a raiva ou a arrogância são sentimentos que minam a felicidade.

Segundo ele, quanto mais aprendemos a lidar com estes sentimentos de forma passageira em nossa mente, podemos ser como o mar: por mais que as ondas fiquem inquietas por cima e tempestades ocorram, o fundo do oceano não muda, continua intacto.

Lembra daquela história de “para ser grande, sê inteiro”, de um dos poemas de Fernando Pessoa? É mais ou menos isso.


Felicidade e Psicologia



Felicidade na visão da Psicologia


Segundo Daniel Gilbert, professor de psicologia da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que estuda a felicidade há mais de duas décadas, conceitua a sensação de bem-estar: “É difícil dizer o que é, mas sei quando eu a vejo. É simplesmente se sentir bem”.

Em suas pesquisas e livros sobre o tema, Gilbert mostra o que teimamos em não perceber no dia-a-dia: a felicidade não é uma sensação eterna, é um estado de êxtase, daqueles que se atingem nos momentos de extremo prazer.

Estar feliz ou triste é um ir e vir. Apesar de difíceis, os processos de infelicidade também funcionam como um momento para amadurecer, pensar e repensar as atitudes, os projetos.


Felicidade e Filosofia



Felicidade na visão da Filosofia


Muitos filósofos fizeram estudos e análises sobre a felicidade. Para Aristóteles, filósofo grego, aluno de Platão e professor de Alexandre, o Grande, a felicidade é equilíbrio e harmonia, conquistados com a prática do bem.

Para Epicuro, filósofo grego do período helenístico, a felicidade se manifesta por meio da satisfação dos desejos.

Pirro de Élis, filósofo grego, nascido na cidade de Élis, considerado o primeiro filósofo cético e fundador da escola que foi chamada de pirronismo, acreditava que a felicidade se dava através da tranquilidade.

Mahavira, último dos 24 Tirthankaras do Jainismo, é considerado o fundador ou reformador desse sistema religioso, carregava consigo a concepção de que a ausência de violência é um dos elementos principais para atingir a felicidade plena.

Lao Tsé, mítico filósofo e alquimista chinês, por exemplo, diz que a felicidade poderia ser conquistada tendo como exemplo a natureza.

Já para Confúcio, pensador e filósofo chinês do Período das Primaveras e Outonos, acreditava que a felicidade era a harmonia entre as pessoas.


Religião e Felicidade



Felicidade na visão da Religião

Santo Agostinho, um dos mais importantes teólogos e filósofos dos primeiros anos do cristianismo disse, no século IV, que todos nós certamente merecemos viver em felicidade.

“Se você costuma acreditar em uma entidade superior ou divina, está mais perto desse estado de espírito.”

O Centro Nacional de Pesquisa de Opinião divulgou uma pesquisa sobre o nível de felicidade entre norte-americanos.

Para quem se sente “extremamente perto de Deus”, 40% alega estar extremamente feliz.

As pessoas que dizem não estar “nem um pouco perto de Deus”, o nível de felicidade desce para 24%.

O mesmo estudo ainda revelou que um em cada três católicos, judeus ou protestantes está muito feliz.


Felicidade e Espiritismo



Felicidade na visão Espírita


Como já disse Divaldo Pereira Franco: “O grande desafio da criatura humana é a própria criatura humana”, ou seja, o nosso grande desafio somos nós mesmos, nosso autoconhecimento.

Sabemos que não somos somente aparência material, física. O ser humano é pré-existente ao corpo e a ele sobrevive.

Através desse conceito é que conseguimos entender nossos enigmas, as problemáticas do inter-relacionamento, da dor, do desamor.

Allan Kardec, diz no Evangelho Segundo o Espiritismo, que a felicidade não é deste mundo.

Não quis ele, afirmar que aqui é um vale de lágrimas, mas sim, que este mundo é uma escola. E como toda escola, existe a disciplina e quem não respeita estas disciplinas precisa ser reeducado, repete de ano, no nosso caso, precisa voltar, reencarnar, recomeçar.

A felicidade tem uma conotação diferente para cada criatura, de acordo com nível intelectual de cada um.

Por estarmos a maioria, ligados ao material, muitos condicionam a conquista da felicidade à aquisição de bens materiais, outros ancoram o sonho da felicidade na busca da fama, do sucesso, do poder, para outros a felicidade está associada à inexistência de problemas, e a lista prossegue sem fim.

Temos que lembrar que a vida não é um problema, é um desafio.

Ela nos apresenta oportunidades de crescimento, nos setores que mais necessitamos. Por detrás dos problemas existem lições, desafios, tarefas. E a grande ventura tomará conta de nós quando vencermos os obstáculos que a vida nos apresenta.

Fontes: Budismo Petrópolis, Alto Astral, Mente Maravilhosa, Grupo Allan Kardec, Viva Bem e Feliz

E para você, qual a melhor maneira de ser feliz?

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