Lysia Moreira | Arcturianos
Obra-prima

Obra-prima

Valorizas quem tu és!
Na vastidão do UNIVERSO, não há outro ser igual a você.
Semelhantes a peças raras, és único e especial, de valor imensurável.
Já se deu conta disso?

Valorizas as tuas experiências!
Boas ou más, elas te trouxeram até aqui.
Se no passado não fostes um exemplo de boa conduta, seja, hoje, um aprendiz da VIDA.
Isso é maravilhoso, não é mesmo?

Valorizas o teu trabalho!
Não importas o cargo ou a função que ocupas, desenvolva-os com amor.
Não satisfação do ego, talentos são perdidos;
Faças o que te faz feliz!
E jamais se esqueça: quem divide as pessoas por casta é o homem e não DEUS!

E mesmo que o mundo tente lhe dizer o contrário, Lembre-se:
O seu valor está na sua essência e nada e nem ninguém pode te tirar isso,
exceto você mesmo.
Eis que tu és a obra-prima da CRIAÇÃO.

Os meus vícios

Os meus vícios

Os meus vícios acompanham-me nas entrelinhas da vida.
Uma hora, companheiro fiel.
Noutra, acusador voraz.
Saciam-me e, depois, expõem-me às
chagas…

Eles falam muito de mim.
Ao seu modo, definem-me!
Essa é você, não fuja!
Em vão, ponho-me a correr dessa mulher que não quero mais ser.
A fuga, porém, não me liberta e aos seus braços retorno…
Nesse duelo de sentimentos, do escárnio à pureza, tento esconder a face que não quero ver.

Meus vícios não são totalmente maus.
Revelam as minhas fraquezas;
Permitem-me autoconhecer;
Pedem-me libertação e, mesmo vivendo nas sombras, clamam por LUZ!

A cegueira da Alma

A cegueira da Alma

Vagando pelos cantos da casa a espreitar-me.
Onde eu ia, encontrava-o.
Até nos sonhos, acusava-me de leviana.
Cobrava-me os débitos do passado.
Estava louca, meu Deus?
Na minha inocência, creditava a sua
presença às ilusões da mente…

Em risos, ele dizia-me: sou real e estou aqui!
Desse desconhecido, quis fugir,
Mas a curiosidade é flecha lançada.
Lentamente, perfurava a alma;
Qual era o pagamento que esse cobrador
implacável buscava?
Num surto, inquiri-o.
Quem és tu?

Zombeteiro, respondeu-me: não me
reconheces, pobre Criatura?
Sou os seus medos, a sua submissão emocional;
O seu desejo em ser aceita e admirada pelo
mundo, sendo que tu não se aceitas…
As amarras imaginárias que criastes, no decorrer da vida;
A cela em que livremente te
enfiastes e recusas a sair;
Sou o seu fiel escravo, sirvo ao seu desamor;

Nesse instante, eu o reconheci.
Foste, ao longo do tempo, luz na minha escuridão, a refletir a minha pequenez.
Em prece, agradeci e libertei-o!
A liberdade anunciava a renovação.
Confiante, segui em frente.

O reencontro

O reencontro

Eu me encontrei;
No olhar daquela órfã;
No calor do abraço materno;
Na espera por aquele que nunca veio;
No silêncio do desconhecido.

Eu me encontrei;
Na beleza da juventude;
Na casta que me separava em grupos;
No desperdício do tempo;
Na inocência roubada;
No meu desamor.

Eu me encontrei;
Nos sonhos daqueles que dormem;
No castelo de ilusões erguido ao longo dos anos;
No amor daqueles que vieram através de mim;
Na pureza daquele anjo de cabelos negros;
Nos olhos que riem, quando me enxergam.

Eu me encontrei;
Na submissão doentia;
Na carência daqueles que não se aceitam;
Na escuridão dos dias;
Na minha própria cegueira.

Convicta que a vida é a mais bela prova de amor, eu me reencontrei.
Na consciência de quem sou;
No sentimento que cria;
Na sensibilidade que poetiza.
Na fé que sustenta; e
Sobretudo na DIVINDADE que em mim habita e, também, faz morada em ti.

O Reencontro - Poesia Vibracional

O Reencontro – Poesia Vibracional

Poesia Vibracional – A Entrega

Poesia Vibracional – A Entrega

Entrega-te a ti mesma!
Ao voo da vida;
Ao despertar de uma nova consciência;
À liberdade renovadora.

Entrega-te às incertezas!
À possibilidade de refazer um novo trajeto;
À criatividade que pulsa em seu interior;
À empatia que pede vazão neste mundo de
escassez de sentimentos.

Entrega-te a ti mesma!
À coragem que te impulsiona e o faz seguir;
Ao amor que lhe mantém vivo; e
À certeza que toda entrega é um ato de fé
suprema!

Lysia Moreira -Poesia Vibracional

Lysia Moreira – Poesia Vibracional